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Categoria: Liturgia e Sacramentos

Photios Kontoglou – Diferença entre música eclesiástica e música secular

A música é de dois tipos (como são as outras artes também) — secular ou eclesiástica. Cada um deles foi desenvolvido por diferentes sentimentos e diferentes estados da alma. A música secular expressa sentimentos e desejos mundanos (isto é, carnais). Embora esses sentimentos possam ser muito refinados (românticos, sentimentais, idealistas etc.), eles não deixam de ser carnais. No entanto, muitas pessoas acreditam que esses sentimentos são espirituais. No entanto, sentimentos espirituais são expressos apenas pela música eclesiástica. Somente a música eclesiástica pode expressar verdadeiramente os movimentos secretos do coração, que são completamente diferentes daqueles inspirados e desenvolvidos pela música secular. Isto é, expressa contrição, humildade, sofrimento e pesar piedoso, que, como diz Paulo, “opera o arrependimento para a salvação”. A música eclesiástica também pode evocar sentimentos de louvor, agradecimento e entusiasmo sagrado. A música secular, por outro lado – mesmo a mais pura – expressa emoções carnais, mesmo quando é inspirada por sofrimento e aflição. Esse tipo de sofrimento, Paulo chama de “pesar mundano”, que “opera a morte”.

Padre Thomas Fitzgerald – A Sagrada Eucaristia

 “Nós não sabíamos se estávamos no céu ou na terra, pois certamente não existe tal esplendor ou beleza em lugar algum na terra. Nós não conseguimos descrever para você; nós só sabemos que Deus habita lá entre homens e que o Serviço deles supera a adoração de outros lugares…”

Na parte final do século décimo, Vladimir, o Príncipe de Kiev enviou emissários a vários centros Cristãos para estudar a forma deles de adoração. Estas são as palavras que os enviados proferiram quando eles reportaram a sua presença na celebração da Eucaristia na Grande Igreja da Santa Sabedoria, em Constantinopla. A experiência profunda expressada pelos enviados Russos tem sido uma partilhada ao longo dos séculos por muitos que testemunharam pela primeira vez a bela e inspiradora Divina Liturgia da Igreja Ortodoxa.

Padre Pedro Pruteanu – Acerca do divórcio e do segundo casamento

Pergunta: Reverendíssimo padre Pedro, explique-nos, se faz favor, se a Igreja Ortodoxa aceita o divórcio e o novo casamento e em quais condições? Como é rompido, neste caso, o vínculo do primeiro casamento e que relação espiritual restará entre os cônjuges após o divórcio ou a morte?

Resposta: A questão é muito séria e delicada e a interpretação e a aplicação dos princípios bíblicos ligados ao casamento, muitas vezes, são feitas tendo em conta as paixões humanas e não a vontade divina. O tempo não me permite fazer uma análise completa da doutrina da Igreja sobre este tema, mas tentarei sistematizar as seguintes ideias:

Entrada da Mãe de Deus no Templo

Pergunta

Eu não sou Ortodoxo, por isso perdoe a minha confusão sobre isto. Eu estou a olhar para um Ícone onde os Pais de Maria estão a apresentá-la ao Sumo Sacerdote para que seja consagrada a uma vida no Templo. A Tradição Religiosa com a qual eu sou familiar (Católico Romano de Rito Latino) não têm ensinamentos sobre isto, e eu também não encontro nenhuma referência Bíblica.

De onde veio esta ideia? Não estou a contestar, mas apenas curioso.

A Divina Liturgia – receber a comunhão

Pergunta: Eu tenho uma pergunta sobre receber a comunhão. Eu sou Católico Romano e eu sei que normalmente não permitimos que não-Católicos recebam comunhão durante os nossos serviços. No entanto, eu vejo no nosso catecismo que existe uma exceção para Cristãos Ortodoxos. A eles também lhes é permitido receber Comunhão em serviços Católicos. É a mesma coisa verdade para Igrejas Ortodoxas? Posso receber a Comunhão se participar num serviço Ortodoxo?

Resposta: Já se passaram vários anos desde que eu li as regulamentações Católicas Romanas sobre admitir Não-Católicos na Eucaristia, mas se me lembro corretamente, as regulamentações Católicas Romanas afirmam que um Cristão Ortodoxo pode receber a Eucaristia numa Igreja Católica Romana por boa causa ou razão, apenas com o acordo mútuo dos Ordinários Católicos Romanos e Ortodoxos, por exemplo, Bispos diocesanos.

A Divina Liturgia – o mistério cristão

Pergunta: Concordarias que a Liturgia revela o que a Ortodoxia realmente é?

Resposta: Sim, claro, a Liturgia é a revelação central do mistério Cristão, e, de certa forma, nela, toda a Ortodoxia é contida, lembrada, e dada para a nossa experiência viva.

Todos os Ícones, as vestes, as velas, o canto… tudo em harmonia e unidade serve para divulgar apenas uma coisa: O homem é feito para Deus e encontra a sua identidade, realização e perfeição nele.

A Divina Liturgia – a natureza da nossa adoração

Pergunta: Porque é que os Cristãos Ortodoxos participam na Divina Liturgia e em outros serviços religiosos da Igreja? Qual é o propósito de tais serviços? É o propósito que tal participação “sentir/receber algo” ou é uma oferta? Foi-me dito que nós vamos á Igreja para nos identificarmos e ajudarmos a preservar a nossa herança Étnica e Histórica, bem como tradições. É isto correto?

Respostas:

Você Escreve: Porque é que os Cristãos Ortodoxos participam na Divina Liturgia e outros serviços religiosos?

Resposta: Nós fazemo-lo para adorar Deus, para entrar em união com ele e com o seu povo através da Eucaristia e outros Mistérios, ou Sacramentos, e para receber força enquanto continuamos no caminho da salvação e da “vida do mundo vindouro.”

Michael Bressem – Por que tantos rituais?

Em resumo, a adoração ortodoxa é ritualística porque:

(1) Deus deseja que nossos ofícios sejam ordenados como um reflexo de Si mesmo;

(2) Nosso Senhor deseja determinar um padrão de adoração para manter a unidade e evitar as divisões;

(3) Os ofícios fazem com que nos disciplinemos a prestar atenção, lembrar e participar, para que nos aperfeiçoemos na fé;

(4) A adoração é feita para ser trabalhosa, exigindo o melhor de nós para honrar a Deus.

Se compararmos aos cultos da maioria das igrejas protestantes e pós-Vaticano II das igrejas Católico-Romanas, o culto da Igreja Ortodoxa parecerá excessivamente formal, complicado e rígido nas suas rúbricas. Por que existem tantos rituais na Igreja Ortodoxa? Por que não há mais espontaneidade, criatividade e liberdade de expressão? Por que o ofício ortodoxo do Domingo – a Divina Liturgia – é essencialmente o mesmo semana após semana, ano após anos, por mais de mil e quinhentos anos? A maioria dos fiéis ortodoxos responderiam “Porque é a nossa Tradição”. Entretanto, entendemos porque é que a nossa Tradição é essa e por que os rituais são tão importantes para a nossa Fé Cristã?

Protopresbítero Alexander Schmemann – EUCARISTIA

A Eucaristia é a Igreja que entra na alegria de Seu Mestre. Entrar nesta alegria e ser dela testemunho neste mundo é, na verdade, o próprio apelo dirigido à Igreja, sua leitourgia essencial, o sacramento pelo qual “ela torna-se o quê realmente é”.

A melhor maneira de compreender a Liturgia eucarística é olhá-la como uma estrada ou uma procissão. É a estrada onde a Igreja entra na dimensão do Reino. Empregamos esta palavra “dimensão” porque parece ser a melhor para indicar a maneira de nossa entrada sacramenta na vida ressuscitada de Cristo.

Nossa entrada na presença de Cristo é uma entrada numa quarta dimensão que nos permite pressentir a realidade última da vida. Não é uma evasão do mundo. Antes a chegada ao ponto privilegiado de onde nossa vista pode se imergir mais profundamente na realidade do mundo.