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Categoria: Liturgia e Sacramentos

BREVE INSTRUÇÃO SOBRE A CONFISSÃO

Recomenda-se ao cristão que antes de confessar os pecados leia este guia da confissão (em PDF) e ainda que, se disso sentir necessidade, note por escrito as faltas cometidas, para nada deixar por confessar. No caso de alguém ter de ajuntar alguma coisa, deve sem falta fazê-lo, pois que abaixo se tem um diretório geral, que não pode ser válido para todos os fiéis. Aqueles que não compreenderem o que significa um determinado pecado, ou quão grave seja, devem perguntá-lo ao sacerdote confessor. A primeira e a derradeira alínea de esta confissão deverão ser lidas por cada um, pois constituem uma introdução e uma conclusão geral válidas para todos.

Bispo Athenagoras Peckstadt – Casamento, divórcio e novo casamento na Igreja Ortodoxa

Economia e Orientação Pastoral por Dom Athenagoras (Peckstadt) de Sinope [1]

Congresso Internacional – Universidade Católica de Leuven (18-20 de abril de 2005)

  1. INTRODUÇÃO

Muitas vezes, as pessoas perguntam-se qual é a posição da Ortodoxia sobre o casamento. A resposta a essa indagação deve ser procurada no ensino Ortodoxo a respeito do mistério – ou sacramento – do matrimónio. Sabemos que também a Igreja Católica Romana considera o matrimónio como um sacramento. Há aqui, porém, uma diferença muito importante a ser esclarecida. Em primeiro lugar, a Igreja Católica Romana considera que a noiva e o noivo executam, por si próprios, o matrimónio, aquando dos seus votos um para o outro. Já na Igreja Ortodoxa, é o sacerdote ou o bispo que consagra o casamento, que invoca a Deus em nome da comunidade e pede que o Espírito Santo seja enviado (epiclesis) sobre o homem e a mulher e assim os faça “uma só carne“. Além disso, o matrimónio é, para a Igreja Ortodoxa, muito mais um caminho espiritual, uma busca de Deus, o mistério da unidade e do amor, o retrato preparatório do Reino de Deus, do que uma necessidade de reprodução.

  1. O CASAMENTO CRISTÃO: MISTÉRIO – SACRAMENTO [2]

O matrimónio é um mistério  – ou sacramento – que foi instituído com a bênção de Deus durante a criação. O povo escolhido entendeu-o, então, como um mistério que teve o seu início aquando da criação divina. Tal foi confirmado por Cristo, quando disse: “Mas no princípio da criação Deus ‘fê-los homem e mulher’. ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois tornar-se-ão uma só carne” (Mc 10:6-8).

De acordo com as Sagradas Escrituras, o casamento é construído sobre:

a) a distinção, aquando da criação do ser humano, entre homem e mulher (“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” – Gn:1,27);

b) a criação da mulher a partir da costela de Adão (Gn 2:21-24);

c) a bênção de Deus sobre os primeiros seres humanos criados com as palavras: “Frutificai e multiplicai-vos” (Gn 1:27-28).

Esses três elementos fazem do casamento uma praxis espiritual por excelência, não só devido à simples aliança entre duas pessoas, mas, especialmente, devido ao facto de ser uma expressão da vontade de Deus. O pacto natural do matrimónio torna-se, assim, uma aliança divina, daí o seu caráter plenamente místico, o qual a Igreja enfatiza. O principal e, portanto, o elemento essencial do matrimónio é a união de cada pessoa com uma única pessoa do sexo oposto. Embora nem sempre observado na prática, esse elemento do matrimónio – uma única pessoa – mantém-se mesmo depois da queda dos primeiros seres humanos criados no Antigo Testamento [3], tendo sido confirmado pelo ensinamento de Cristo sobre o casamento, por assumir uma semelhança com a relação entre Deus e o povo escolhido.

Edição integral do Missal Ortodoxo em português

Apresentamos a edição integral do Missal Ortodoxo em português (europeu), elaborado pelo Professor Doutor Luís Filipe Thomaz e pelo Padre Pedro Pruteanu, juntamente com outros colaboradores. O livro foi publicado pela editora da Associação “LusOrtodoxia”, com a bênção do Eminentíssimo Arcebispo Ortodoxo de Espanha e Portugal, do Patriarcado de Moscovo, Dom Nestor.

Apresentamos, em formato PDF, a introdução e o índice do livro, de modo a facilitar a compreensão da modalidade de trabalho adotada em relação aos textos e comentários, bem como o conteúdo integral desta obra única em língua portuguesa, tanto para o espaço ortodoxo português como para o brasileiro. Tal como é possível observar pelo índice, o livro não é dirigido apenas aos clérigos, mas também aos leigos que tenham interesse em participar ou seguir os serviços da Igreja.

Relativamente aos acabamentos, o livro (de 336 páginas) foi impresso em papel de qualidade superior, nas cores vermelho e preto, sendo a capa dura forrada em pele e o texto escrito com letras douradas. Apresenta, adicionalmente, dois marcadores.

Padre John A. Peck – Pão Eucarístico: Fermentado ou Ázimo?

A partir do século IX, o uso do pão ázimo tornou-se obrigatório no Ocidente, enquanto a Ortodoxia continuou a utilizar, exclusivamente, o pão fermentado. A questão tornou-se objeto de divisão quando as províncias da Itália bizantina — que estavam sob a jurisdição do Patriarca de Constantinopla — foram incorporadas, pela força, à Igreja de Roma, após a sua invasão pelos exércitos normandos. Nesse momento, o uso dos pães ázimos foi imposto aos ortodoxos do sul da Itália.

Na Bíblia, o pão ázimo é assim chamado, enquanto o pão fermentado é, simplesmente, chamado de pão. Os judeus, já naquele tempo, teriam esse entendimento, assim como os primeiros cristãos. Quando lemos que “Jesus tomou o pão”, este tem o significado de pão fermentado. Foi por essa razão, que os cristãos, primeiramente instruídos pelos Apóstolos e, algum tempo depois, ao ler sobre isso nos Evangelhos, implementaram o seu uso.

Na Ceia Mística, é óbvio que o Nosso Senhor pretendeu introduzir mudanças ao fazer a ligação entre a Ceia da Páscoa e a Eucaristia. Uma dessas mudanças, obviamente, era a utilização do pão fermentado (levedado), em vez do não-fermentado. O mundo estava vazio e desprovido de graça antes da vinda de Cristo, como é simbolizado pelos pães ázimos, que são planos, mas depois encheu-se da glória da Sua Ressurreição, como representado pelo pão fermentado. Cristo fez a devida alteração e a Igreja seguiu a Sua instrução.

O Jejum e a Grande Quaresma

O Triodion

A Grande Quaresma abrange o período de quarenta dias de preparação espiritual que antecede a festa mais importante do ano cristão, a Santa Pascha (que significa “passagem” e é comumente chamada de Páscoa). Esta é a parte central dum período maior de preparação chamado de Tempo do Triodion.

O Triodion tem o seu início dez semanas antes da Páscoa e é dividido em três partes principais: as três semanas da Pré-quaresma (a fim de preparar os nossos corações para a Páscoa), as seis semanas da Quaresma e a Semana Santa. O tema principal do Triodion é o arrependimento, ou seja, o retorno da humanidade a Deus, o nosso Pai amoroso.

Esse período anual de arrependimento é uma jornada espiritual partilhada com o nosso Salvador. O nosso objetivo é encontrar o Senhor Jesus ressuscitado, que assim nos reúne com o Deus-Pai, O qual está sempre à nossa espera de mãos estendidas. Devemos, então, nos perguntar: “Estamos dispostos a recorrer a Ele?”

Durante a Grande Quaresma, a Igreja ensina-nos como fazê-lo, utilizando, para isso, os dois grandes meios de arrependimento: a oração e o jejum. 

BATISMO E CRISMA – O início de uma nova vida

Introdução

Nas palavras do Nosso Senhor Jesus Cristo, o princípio da salvação do ser humano está no seu renascimento espiritual: () Em verdade, em verdade te digo que quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne, é carne, e o que nasceu do Espírito, é espírito” (João 3:5-6). Este nascimento com a água e o Espírito é efetivado no mistério do batismo.

No batismo, o ser humano purifica-se das impurezas do pecado, liberta-se da escravidão das paixões e renasce para uma vida espiritual. O batismo é de tamanha força espiritual que se realiza apenas uma vez, apesar de, após o batismo, a vida do ser humano poder vir a não corresponder a uma elevada vocação cristã. Sob este ponto de vista, o batismo pode se assemelhar a uma lamparina espiritual, acesa pelo Espírito Santo no coração do ser humano. A chama desta lamparina pode ora aumentar, ora diminuir, mas nunca será totalmente extinguida. O nosso objetivo mais importante é aumentar esta chama sagrada a fim de que se transforme numa brilhante labareda.

Neste artigo, tentaremos revelar o significado e a força do mistério do batismo e a sua ligação com o mistério do Crisma, na esperança de que, tendo um conhecimento mais profundo acerca destes santos mistérios, o leitor possa ser induzido a aproveitar-se da grande riqueza espiritual adquirida através do batismo.