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Homilia do bispo Pedro sobre a parábola do Filho Pródigo

A Parábola do Filho Pródigo (Lc 15, 11–32) é um daqueles textos evangélicos que não podem ser esgotados nem por uma única leitura, nem por uma única chave hermenêutica. Ela é, ao mesmo tempo, uma história possível, uma profecia velada, um drama teológico e um espelho da alma humana. A Tradição da Igreja sempre a leu em vários níveis, não os opondo entre si, mas deixando que se iluminem mutuamente.

No plano literal, a parábola fala da relação entre pais e filhos, da liberdade, do erro, da espera e do perdão. Ela diz algo essencial sobre o amor paterno: o verdadeiro amor não constrange nem salva pela força. No plano messiânico e histórico, muitos Padres da Igreja viram no filho mais velho uma imagem do povo judeu, que permaneceu “em casa”, guardião da Lei, e no filho mais novo – os gentios, que dissiparam o tesouro da revelação primordial, mas são readmitidos na casa do Pai por meio de Cristo. A indignação do filho mais velho torna-se, assim, o eco da recusa em aceitar que os pagãos são chamados à mesma herança. Contudo, acima de tudo, a parábola deve ser lida de modo soteriológico e filocálico, como a história interior de cada um de nós, como o drama da alma em sua relação com Deus. Nesse sentido, não há personagens exteriores: cada um de nós se encontra, em momentos diferentes, em ambos os filhos.

João da Cruz – O quinto Cântico Espiritual sobre Natividade de Cristo

Aonde te encobriste,
Amado, e me deixaste com gemido?
como o cervo fugiste,
havendo-me ferido,
saí por ti clamando e eras ido…

Pastores que subirdes
com o gado às malhadas do cabeço,
se meu dileto virdes,
dizei-lhe que adoeço
e gemendo por ele peno e faleço.

Buscando meus amores,
irei por esses montes e ribeiras;
não colherei as flores,
mas passarei fronteiras,
sem recear as feras traiçoeiras.

A Natividade de Jesus Cristo segundo os Santos Evanghelhos

Os Evangelhos segundo Mateus (caps. 1–2) e Lucas (caps. 1–3) apresentam-nos duas perspetivas absolutamente diferentes acerca do nascimento do Senhor e dos acontecimentos que precederam e sucederam este evento único na história.

Para Mateus, o nascimento integra-se na história do povo judeu, sem qualquer referência ao contexto da ocupação romana. A narrativa coloca no centro José, o noivo de Maria (e pai legal de Jesus, não biológico — embora tal facto fosse conhecido apenas por José e Maria), e, em oposição a esta “família”, Herodes, o assassino dos inocentes.

Segundo o Evangelho de Mateus, Jesus nasceu em Belém, mas não se fala de nenhuma gruta, nem se menciona o motivo pelo qual José e Maria, grávida, se encontravam em Belém (isto é, o recenseamento romano referido por Lucas).

Homilia do Bispo Pedro na Festa da Entrada da Santíssima Mãe de Deus no Templo

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Amados irmãos e irmãs em Cristo,

Hoje celebramos um acontecimento discreto nas Escrituras, mas grandioso na Tradição da Igreja: a Entrada da Mãe de Deus no Templo — o início visível de uma obra invisível, pela qual toda a humanidade receberia o Deus encarnado. Este dia santo não é apenas memória, mas é uma imagem viva do caminho interior ao qual cada um de nós é chamado.

Os Santos Padres veem este dia como a primeira luz do cumprimento da promessa. A pequena Maria entra no Templo não apenas para levar uma vida retirada, mas para tornar-se Templo vivo do Deus Vivo. São Gregório Palamás (sec. XIV) afirma que a Virgem foi “o primeiro templo verdadeiramente santificado”, pois nela não houve apenas ritos e símbolos, mas habitou a própria Essência.

E isso se prolonga na nossa vida: não somos chamados apenas a frequentar o templo, mas a ser templo. Sempre que entregamos a Deus a mente, o coração, a vontade, preparamo-nos — como a Virgem — na simplicidade, na obediência e na pureza, para que Cristo nasça em nós. Maria é conduzida ao templo pela simplicidade da infância. Ela não pergunta “por quê?”, não calcula, não duvida. Entra no lugar santo com a confiança total com que uma criança estende a mão ao pai.

A Preparação da humanidade e as profecias do Antigo Testamento para a vinda do Messias


A Encarnação do Filho de Deus é o centro da economia divina (oikonomía)  e o ponto culminante de toda a história humana. A Revelação progride através de etapas: a promessa primordial, a formação de Israel, a ação dos Profetas, a preparação das nações e, finalmente, a vida espiritual da Igreja, que continua esse dinamismo de espera. A espiritualidade filocálica, profundamente enraizada na tradição monástica, acrescenta uma dimensão interior essencial: a preparação do coração humano como morada do Messias.

  1. A condição caída e o início da esperança messiânica

Com a queda de Adão e Eva, a humanidade entrou num estado de fragmentação espiritual. No entanto, a promessa do Génesis (3,15) revela que a história não termina na tragédia. São Justino escreve: «Aquele que nasceria da Virgem era o que esmagaria a serpente» (Diálogo com Trifão, 100). Assim nasce a primeira expectativa messiânica.

  1. A pedagogia divina: Lei, Profetas e história de Israel

Deus educa o Seu povo por meio da Lei, que ilumina a consciência, e dos Profetas, que anunciam o futuro cumprimento. São Irineu afirma: «Toda a Escritura anuncia antecipadamente a vinda do Cristo» (Adv. Haer. IV,26,1). O povo de Israel aprende a esperar, a vigiar e a desejar a salvação.

  1. As profecias messiânicas

Abraão recebe a promessa de que através da sua descendência todas as nações serão abençoadas (Gn 12,3). Isaías profetiza o nascimento virginal (Is 7,14) e descreve o Servo Sofredor (Is 53), reconhecido pela tradição patrística como uma prefiguração clara do Cristo. Miqueias e Ezequiel anunciam o Messias-Rei e Pastor.

  1. A preparação cultural da humanidade

A filosofia grega procura o Logos e o Império Romano cria uma estrutura para a difusão universal da fé. São Justino observa: «Tudo o que de belo disseram os filósofos pertence a nós» (2 Apol. 13). O mundo torna-se terreno fértil para o Evangelho.

  1. A plenitude dos tempos e a Encarnação

São Atanásio Magno escreve: «O Verbo tomou um corpo para restaurar o homem à incorruptibilidade» (De Incarn. 8). A promessa torna-se realidade; o Messias prometido entra na história.

  1. A dimensão litúrgica da expectativa messiânica

Os hinos da Natividade preservam a consciência profética: «Belém, dispõe-te, pois se abriu para todos o Éden…», «Preparemo-nos para ver o Mistério que excede toda a mente…», «A Redenção do mundo aproxima-se: alegra-te, ó criação!» Estes cânticos manifestam que a Igreja vive o mesmo dinamismo de espera que os profetas experimentaram.

      7. A dimensão ascética: o jejum como preparação para o Cristo

A prática do jejum, especialmente no Advento (Jejum da Natividade), visa despertar no cristão o mesmo desejo ardente que animava os Profetas. O jejum purifica os sentidos, ilumina o coração e torna a alma vigilante diante da vinda do Senhor.

  1. Contribuição filocálica: a preparação do coração como novo Belém

A literatura filocálica oferece uma chave espiritual indispensável para compreender a preparação da humanidade para Cristo. São Macário do Egito afirma: «O coração é pequeno, mas nele há leões, bestas e também há Deus e os anjos; é ali que Cristo deseja habitar.» (Homilia 43)

A preparação externa de Israel corresponde à preparação interior da alma que se purifica para acolher o Verbo. Os Padres nepticos ensinam que a vigilância (νηψις) é condição para reconhecer a vinda de Deus. Tal como Israel foi chamado a vigiar e esperar, assim também o cristão deve vigiar para que o Cristo nasça misticamente nele. São Hesíquio de Jerusalém afirma: «A vigilância é o caminho puro que conduz à contemplação de Deus.» (Filoc. I)

Segundo São João Clímaco (Escala 26): «Purificar-se das paixões é tornar a alma semelhante a uma terra preparada, pronta para receber a semente divina». As profecias apontavam para a vinda d’Aquele que renovaria a humanidade; a Filocalia ensina como essa renovação se realiza no interior de cada fiel.

A oração contínua – a invocação do Nome de Jesus – é vista pelos Padres como a presença antecipada do Cristo no coração. Assim como os antigos esperavam o Messias exteriormente, o monge e o fiel esperam interiormente que a luz de Cristo brilhe no coração.

  1. A preparação para a vinda do Messias é universal e multiforme:

– histórica: a formação de Israel, a Lei, os Profetas;
– cultural: o Logos buscado pelos filósofos;
– litúrgica: os hinos e a oração da Igreja;
– ascética: o jejum;
– filocálica: a purificação e a vigilância do coração.

A verdadeira Belém não é apenas um lugar geográfico, mas o coração humano preparado pela graça. Cristo continua a nascer na alma que O espera e se oferece a Ele com pureza e vigilância.

      Conclusão
Toda a economia da salvação revela a pedagogia divina: Deus prepara o mundo exteriormente e prepara o homem interiormente. Na tradição filocálica, esta preparação culmina na transformação do coração humano em templo vivo do Emanuel — Deus connosco, que continua a guiar, iluminar e salvar a humanidade.

A Quaresma da Natividade do Senhor (Advento Ortodoxo)

 

Sentido, disciplina e caminho espiritual

A Quaresma que precede a Natividade do Senhor, conhecida na tradição occidental como Advento, dura 40 dias, de 15 de novembro a 24 de dezembro. Esta prática generalizou-se na Igreja entre os séculos V e VI, quando as comunidades cristãs sentiram a necessidade de preparar o coração para acolher a vinda de Cristo ao mundo. Embora se trate de um jejum importante, ele possui um caráter mais leve do que a Grande Quaresma da Páscoa, refletindo o espírito luminoso e jubiloso da celebração do Natal.

A disciplina alimentar

O jejum ortodoxo combina sempre duas dimensões inseparáveis: a abstenção alimentar e o trabalho espiritual interior. Durante este período, a Igreja propõe um regime vegano, com duas refeições diárias para pessoas com saúde normal e abstinência de carne, laticínios e ovos.

Por causa do sentido festivo da Natividade e da estação mais fria do ano, a Igreja permite certas concessões:

  • É permitido comer peixe em todos os sábados e domingos, e nas grandes festas em que se celebra a Divina Liturgia.
  • É permitido comer marisco às segundas, terças e quintas-feiras.
  • Azeite e vinho são geralmente permitidos, exceto em dias de rigor maior indicados pelos calendários litúrgicos de cada Igreja local.

A partir de 20 de dezembro, quando a Igreja inicia a antefesta da Natividade do Senhor (Pré-Festa), o jejum torna-se mais rigoroso, em sinal de vigilância e de santificação final antes da vinda de Cristo.

Durante este período: não há qualquer permissão para peixe, nem para marisco, nem para vinho ou azeite, mesmo que o dia coincida com sábado ou domingo. É uma etapa de maior sobriedade, que prepara o coração para a luz pura da Natividade.

O sentido teológico da Quaresma da Natividade

A espiritualidade deste período não é marcada pelo lamento, mas pela alegria vigilante que precede o nascimento do Salvador.

A liturgia recorda: a aproximação da Luz divina; a humildade com que Deus entra no mundo; e a necessidade de preparar uma “gruta interior” para O receber.

O jejum é um caminho de purificação, de simplicidade e de esperança, que nos ensina a esperar o Senhor com um coração pacificado e vigilante.

Portanto, a disciplina alimentar é apenas um meio. O essencial é:

  • Intensificar a oração pessoal e comunitária, com atenção especial às celebrações da Igreja.
  • Aprofundar os textos proféticos e evangélicos que anunciam a vinda do Senhor.
  • Exercer a caridade, praticar o perdão, evitar julgamentos e cultivar a bondade.
  • É na Igreja que o mistério da Encarnação se torna vivo e transformador.

Conclusão

A Quaresma da Natividade é um itinerário de alegria sobra, um tempo de expectativa sagrada. Não se trata apenas de mudar os alimentos, mas de transformar o coração, preparando-o para acolher Cristo que vem ao mundo por nossa salvação.

Ao jejuarmos, ao orarmos e ao vivermos na comunhão da Igreja, tornamo-nos mais capazes de receber o Menino Cristo com a pureza, a humildade e a luz que Ele próprio nos oferece.

ЗАЯВА ВЛАДИКИ ПЕТРА ПРУТЯНУ, ПРАВОСЛАВНОГО ЄПИСКОПА В ПОРТУГАЛІЇ

Молдова оказалась на первом месте по степени усилий по оказанию  гуманитарной помощи беженцам из Украины - Locals

У зв’язку з деякими сумнівами та неправильними тлумаченнями, що з’явилися у португальському публічному просторі стосовно Православної Церкви в Кашкайші, вважаю за потрібне, як настоятель цієї громади та єдиний канонічний православний єпископ, що постійно проживає в Португалії, повідомити наступне:

1) Жодна парафія або православна громада, що існує в Португалії, — навіть ті, які канонічно належать до Московського Патріархату, — не здійснює і не підтримує жодної політичної діяльності, а також не підтримує війну в Україні.

Православне духовенство в Португалії не отримує жодних зарплат, субсидій чи фінансової допомоги з Росії і не пересилає туди грошей. Усі наші громади живуть за принципом самофінансування і стикаються з серйозними економічними труднощами.

Саме з цієї причини Російська Православна Церква в Португалії не має жодного власного збудованого храму, тоді як інші православні юрисдикції, наприклад Румунська, хоча й мають менше вірних, уже володіють монастирями та нерухомістю. Якби будь-яке фінансування надходило з Росії, наша ситуація була б зовсім іншою — але це не так.

Якщо буде виявлено будь-які порушення або факти відмивання грошей, ми будемо першими, хто діятиме відкрито й прозоро.
Наразі немає жодних ознак чи доказів подібних порушень, тому ми вважаємо несправедливими та дискримінаційними безпідставні спекуляції, які поширюються у медіа. Ми рішуче засуджуємо будь-яку форму наклепу та безпідставних узагальнень.

Зрештою, як можна побачити, ці звинувачення спрямовані не проти “уявних росіян”, які нібито становлять загрозу для безпеки Португалії, а проти португальських громадян православного віросповідання, яке є другою за чисельністю конфесією в країні після Римо-Католицької Церкви.
Це також є нападом на саму культуру та демократію Португалії, які мають захищатися законом, а не безпідставними закликами до ненависті та недовіри. Хто тепер виправить образу і приниження, яких зазнали стільки православних португальців, що відвідують каплицю в Кашкайші й самі жертвували кошти на будівництво власного православного храму?

COMUNICADO DE DOM PEDRO PRUTEANU, BISPO ORTODOXO EM PORTUGAL

Na sequência de algumas dúvidas e interpretações incorretas que surgiram no espaço público português relativamente à Igreja Ortodoxa de Cascais, cumpre-me, na qualidade de pároco desta comunidade e único bispo ortodoxo canónico residente em Portugal, esclarecer o seguinte:

1. Nenhuma paróquia ou comunidade ortodoxa existente em Portugal – mesmo as que pertencem canonicamente ao Patriarcado de Moscovo – realiza ou apoia qualquer tipo de atividade política, nem apoia a guerra na Ucrânia.

O clero ortodoxo em Portugal não recebe salários, subsídios nem apoios financeiros da Rússia, nem envia dinheiro para lá. Todas as nossas comunidades vivem do princípio da autofinanciação e enfrentam sérias dificuldades económicas.

Por essa razão, a Igreja Ortodoxa Russa em Portugal não possui qualquer templo próprio construído, enquanto outras jurisdições ortodoxas, como a romena, embora com menos fiéis, já possuem mosteiros e propriedades adquiridas. Se algum financiamento tivesse vindo da Rússia, certamente a nossa realidade seria diferente — mas não é o caso.

Se for encontrada alguma irregularidade ou lavagem de dinheiro, seremos os primeiros interessados em agir com transparência. Até à data, não existe qualquer indício nesse sentido, pelo que consideramos injustas e discriminatórias as especulações sem fundamento que circulam no espaço mediático. Portanto, condenamos firmemente toda a forma de calúnia e de generalização abusiva.

No final de contas, como podemos observar, estas acusações não são dirigidas contra “russos imaginários” que representariam um perigo para a segurança portuguesa, mas sim contra cidadãos portugueses de confissão ortodoxa — que constituem a segunda comunidade religiosa do país, a seguir à católica romana. Trata-se também de um ataque à própria cultura e à democracia portuguesas, que devem ser defendidas pela lei e não através de incitações infundadas ao ódio e à desconfiança. Quem reparará agora a ofensa e a humilhação sofridas por tantos portugueses ortodoxos que frequentam a capela de Cascais e que eles próprios contribuíram com donativos para construir um templo ortodoxo próprio?

Condições сanónicas para o acesso ao clero na Tradição Ortodoxa

Таинство Священства (хиротонии): что такое хиротония в православии

 O sentido do sacerdócio cristão

Na Igreja Ortodoxa, o sacerdócio (ιερωσύνη) não é uma profissão ou função humana, mas um dom e ministério confiado por Cristo à Sua Igreja. É participação real no sacerdócio único de Cristo, o “Sumo Sacerdote dos bens futuros” (cf. Hb 9:11), e serviço ao povo de Deus “para edificação do Corpo de Cristo” (Ef 4:12).

O Apóstolo Paulo recorda a Timóteo e a Tito que aqueles que aspiram ao episcopado ou ao presbiterado devem ser “irrepreensíveis” (1Tm 3:2), “marido de uma só mulher” (1Tm 3:2; Tit 1:6), “sóbrios, prudentes, hospitaleiros, capazes de ensinar” (1Tm 3:2), “não dados ao vinho, não violentos, não avarentos” (1Tm 3:3), e que devem governar bem a sua casa (1Tm 3:4-5). A escolha dos ministros da Igreja sempre implicou discernimento espiritual e moral, como vemos nas ordenações descritas em Atos 6:3 (“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria…”) e Atos 14:23 (“Constituíam presbíteros em cada Igreja, depois de orar com jejuns”).

  1. Condições positivas para a ordenação

Reunindo os principais textos canónicos, a Igreja Ortodoxa exige que o candidato:

  1. Professe e viva na fé ortodoxa de modo íntegro e público (Cân. Apost. 76; I Conc. Ecum. 19).
  2. Tenha uma vida moral limpa, sem pecados que impeçam canonicamente a ordenação (Cân. Apost. 61; S. Basílio Magno, cân. 27).
  3. Possua boa reputação perante a comunidade (Cân. Apost. 77).
  4. Tenha a idade mínima canónica – tradicionalmente, 25 anos para diácono e 30 anos para presbítero (Conc. de Cartago 24, 25).
  5. Seja instruído na Sagrada Escritura e na teologia – hoje, isto corresponde normalmente à conclusão de estudos teológicos reconhecidos (Cân. Apost. 76).
  6. Seja chamado pela Igreja através do bispo – não por iniciativa própria (Cân. Apost. 80; Calcedónia 6).
  7. Esteja ligado a uma comunidade concreta – evitando a figura do “clero sem destino” (Calcedónia 6).